Notícias A indústria global de blueberry

Segundo Cort Brazelton, responsável pelo relatório recém-publicado 2016 Global Blueberry Statistics and Intelligence Report (Relatório Global 2016 de Inteligência e Estatísticas sobre Blueberry) financiado pela IBO (International Blueberry Organization), a indústria global do blueberry está atualmente passando por um processo de “maturação acelerada e maior consolidação” e vai precisar trabalhar em conjunto para aproveitar as oportunidades que estão por vir.

“Em um nível mais granular, isso significa que regiões produtoras maduras estão se consolidando, mesmo que não estejam todas se juntando – as grandes estão ficando ainda maiores, e as médias estão ficando grandes”, ele disse.

“Também está ficando cada vez mais difícil operar baseado no modelo de nicho, e além disso, as regiões produtoras novas estão se estabelecendo muito mais rápido do que no passado. No geral, a velocidade do desenvolvimento da indústria de blueberry global está acelerada”.

Ele ainda explicou que os produtores nas regiões maduras estão saindo do foco de fornecimento e indo para uma melhora na eficiência, escala e qualidade, geralmente com propósitos de valor.

“Ao mesmo tempo, há mercados no mundo que estão sub-abastecidos – os grandes são a Europa e a Ásia – e depois também há janelas de produção no mundo inteiro no mercado de fresco que estão sub-abastecidos”, ele disse.

“E é lá que as novas regiões de desenvolvimento rápido estão indo, ou por que há um novo consumo que precisa ser atendido mais localmente – fresco ou processado – e/ou por que há janelas de sub-abastecimento global”.

“Diferente de 10 anos atrás, agora há múltiplos métodos de fornecimento naqueles períodos de sub-abastecimento. Há novas geografias, novas genéticas e novos métodos de cultivo que estão impactando o desenvolvimento, e é impulsionado pela oferta. Então, em regiões maduras – os mais maduros são os EUA, Canadá e Chile – o foco é muito menos na criação de fornecimento e muito mais na qualidade, valor, eficiência e escala”.

Muito dos entrevistados de Brazelton também deram atenção aos desafios que vieram não somente com o aumento de volume – o que ele apontou como relativamente baixo comparado com outros cultivos com dinâmica de consumo similar – mas com experiências variáveis de consumo.

“Muitas das coisas boas não são conquistadas por empresas sozinhas – elas são conquistadas por uma boa colaboração com a indústria”, ele explica.

“É mais altruísta, mas resulta no ganho de todos, e eu acho que isso começa reconhecendo quais são os reais desafios. Um dos maiores é a enorme variabilidade na experiência do consumidor”.

Nos seus comentários finais, Brazelton disse que acredita que a indústria global de blueberry está sendo apresentada como um “oportunidade dupla” – impulsionando a mensagem de saudável em volta da super fruta enquanto que também entrega melhoras na experiência de consumo.

“As pesquisas com a saúde continuam ocorrendo, incluindo estudos clínicos com pessoas, onde o consumo gira em torno de meia a uma porção de blueberries por dia, que dá em torno de 80-150 gramas”, ele acrescenta.

“Este é o hábito que está sendo estudado nesta pesquisa que está mostrando ótimos resultados, então se nós combinarmos a mensagem de saudável com uma melhor experiência de consumo, teremos uma enorme oportunidade de crescimento. Se nós perdermos um desses pontos, não vamos ter o mesmo potencial, pois a oportunidade verdadeira nos blueberries é a combinação da mensagem de saudável como um hábito diário e a entrega de uma experiência consistente e positiva de consumo”

Uma outra tendência destacada no relatório inclui o aumento de interesse em propriedades genéticas e aumento de investimento de fora da indústria.

(O relatório completo poderá ser acessado gratuitamente para os membros IBO aqui)

Fonte: Fresh Fruit Portal


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