Notícias Argentina: blueberries orgânicos biodinâmicos

O presidente da Associação de Produtores de Blueberries de Tucumán (APRATUC), Francisco Estrada, destacou o crescimento do mercado de blueberries, principalmente os orgânicos biodinâmicos, que estão sendo exportado cada vez mais em todo o mundo.

Além da APRATUC, Estrada também é o presidente da KingBerry SA, a única empresa argentina que vende esta variedade e único fornecedor internacional até o momento.

“Começamos a produção em 2005 e atualmente temos mais de 100 hectares de produção orgânica. Inclusive começamos com a biodinâmica e ano passado conseguimos o certificado definitivo, que tem benefícios econômicos e comerciais, e nos abriu um mercado muito específico”, contou Estrada na Conferencia PROD conduzida pela Organização Internacional Agropecuária (OIA) realizada no começo de novembro desse ano.

Segundo Estrada, a produção de blueberries é um negocio da atualidade, mas tem que fazê-lo de forma “inteligente”.

“Com um manejo diferenciado é possível avançar corretamente e obter bons resultados. KingBerry tem um conceito de integração total, caso contrario não funcionaria. Trabalhamos com o Comércio Justo (Fair Trade), produção orgânica e biodinâmica para nos diferenciar. Além disso, contamos com embalagem, manejo de frio e exportação próprios. Também exportamos blueberries frescos. Este ano distribuímos nos Estados Unidos e em 2019 vamos abrir a empresa na Europa. Também fizemos investimento na planta para expandir nossas capacidades, e já somos um player no mercado para exportar blueberries congelados”, complementou.

Perguntado sobre o consumo interno, o executivo disse que as câmaras do setor fizeram uma campanha forte para aumentar o consumo desde 2017, e já notaram o progresso. “Ainda há muito o que fazer na Argentina. As pessoas estão gostando das ações que estamos fazendo para promover a fruta. Há cada vez mais sucos e doces nas prateleiras. E o produto orgânico está crescendo aqui e em todo o mundo”, afirmou.

A abertura da China

Estrada disse que fez acordos com a APRATUC para a inspeção na abertura do mercado chinês que aconteceu semanas atrás.

Ele disse que a abertura para o mercado chinês foi uma ótima notícia, mas também afirmou que o país tem tarifa de importação alta, que pode alcançar 30%. “Este é o principal problema a se resolver. Peru e Chile tem 0% de tarifa e precisamos competir com eles. Além disso, temos que pagar 12% para exportar o produto, e 30% para entrar no mercado chinês. E isso significa que temos 42 pontos de distancia com um produto chileno ou peruano. Nem a China nem nosso país ajudam”, lamentou. De qualquer forma, assegurou que estão otimistas e que acredita que essa questão será resolvida em algum momento.

Fonte: Fresh Plaza/ Infocampo.com.ar


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