Notícias Argentina: início da temporada com prognóstico positivo

Uma das principais regiões de produção na Argentina iniciou sua colheita para a campanha de exportação de 2017, em meio a uma perspectiva mais favorável que a campanha passada.

O presidente da Associação dos Produtores de Blueberries da Mesopotâmia Argentina (APAMA) prevê um colheita de 8.000 toneladas métricas de fruta fresca, frente as 7.000 TM do ano passado.

Aproximadamente 90% da colheita é destinada normalmente para a exportação.

Mesopotâmia compreende as províncias do noroeste de Misiones, Entre Ríos e Corrientes, e representa tipicamente algo em torno de 55% dos volumes de produção de blueberries argentinos.

O presidente da APAMA, Alejandro Pannunzio, disse que as colheitas estavam ótimas uma semana antes do que no ano passado devido a um inverno mais quente.

“Os campos estão muito bons, o potencial nós temos. Ano passado o inverno atrasou a produção até a primavera, mas hoje as variedades estão mais adiantadas”.

Os produtores estão com expectativas altas, os níveis de contratação de mão de obra estão iguais ou maior com relação ao ano passado nesta época e esperamos que os postos de trabalho sejam maiores do que a temporada passada”, agregou.

É esperado que a temporada seja executada até novembro, dependendo das condições climáticas.

A Mesopotâmia normalmente envia em torno de 65% das exportações para os Estados Unidos e 30% para Europa e Reino Unido.

Pannunzio disse que uma situação de mercado difícil nos EUA no ano passado significou volumes de exportação não tão altos como havia sido antecipado no começo da temporada.

“No ano passado, depois de 15 de outubro, o preço caiu muito mais para a mesma data em comparação com anos anteriores”, indicou a Portal Frutícola.

“A diferença que a Argentina teve no ano passado foi que encontrou no mercado 25.000 toneladas da fruta do Peru que não estava nos anos anteriores”.

“Agora a Argentina compartilha sua janela de marketing com o Peru e por isso há mais fruta no mercado que empurra os preços para baixo”.

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Este ano, entretanto, Pannunzio está otimista com as perspectivas.

Disse que os volumes do Peru e da Argentina seriam ainda mais altos, mas os preços médios antecipados nos EUA seriam aproximadamente similares com do ano passado.

Assinalou que como a indústria peruana de blueberries agora tem acesso ao mercado chinês, grande parte de seu volume seria enviado a esse novo destino. A Argentina ainda não tem acesso a China.

“Nem todo seu crescimento irá aos EUA – alguns irão para Ásia e outros para Europa”, complementou.

Também explicou que a demanda dos consumidores de blueberries continuou superando a taxa de crescimento de 7% para todas as frutas e hortaliças, criando boas oportunidades.

Pannunzio por fim acrescentou que havia otimismo no setor, já que os custos de produção haviam diminuído e as regulamentações haviam sido atenuadas com relação as exportações.

Fonte: Portal Frutícola


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Internacional

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