Notícias Chile: as variedades com maior potencial comercial

Os blueberries precisam de mudanças.

Os problemas de qualidade em alguns mercados vistos nas últimas temporadas reafirmam a necessidade de acelerar as mudanças nas variedades em muitos pomares do país. Na verdade, estima-se que hoje mais de 70% do volume que se produz no Chile são das variedades antigas.

O país vem testando novas variedades, e até agora tem mostrado resultados mistos do ponto de vista produtivo e comercial.

A ideia é que com as novas variedades se consiga uma fruta com maior firmeza, calibre, intensidade no bloom e qualidade no geral, mas que sejam mais precoces e sobretudo mais produtivas, e que dê rendimentos de, pelo menos, 20 toneladas por hectare.

Segundo os especialistas, a chave para realizar essa mudança de variedade é conhecer muito bem o lugar em que será produzida e ter claro a época em que se deseja colher.

“As variedades mais precoces devem ser produzidas em zonas costeiras, do vale central até o mar, enquanto que as mais tardias, do vale central até a cordilheira”, explica Rodrigo Cazanga, doutor em Ecofisiologia.

Entre os especialistas existe consenso de que há um número importante de variedades, com a O’Neal, Jewel e a Elliot que devem ser substituídas. E novas variedades como a LastCall, segundo Cazanga, não deveriam ser trabalhadas no futuro. “São variedades precoces (primeira quinzena de novembro), e nessa época o mercado internacional está saturado. O melhor é produzir as variedade que se colhem em dezembro, quando o mercado é mais atrativo”, afirma.

Até o momento, trouxeram ao país mais de 20 variedades provenientes de programas da Espanha, Austrália e Estados Unidos, impulsionados por universidades e entidades privadas. De acordo com especialistas, a maioria dessas novas alternativas se destacam pelo rendimento produtivo e firmeza do produto final.

Boa parte das variedade que estão sendo testadas já foram exportadas a diversos mercados, para que sejam submetidas a avaliação de compradores e consumidores.

Entre os que tem tido uma performance interessante, tanto produtiva quanto comercialmente, destaca a Liberty, uma variedade de alta produtividade, colheita tardia e boa condição de pós-colheita (40 dias), que se adequa muito bem nas zonas centro e sul do país.

Outra que tem tido bom comportamento é a Esmerald®, que se destaca por ser precoce, vigorosa e produtiva. Adapta-se muito bem à zonas entre 50 e 400 horas de frio, com solos pesados ou com mal drenagem. Nessa mesma linha, destaca a Rocío, uma variedade selecionada na Espanha, de colheita precoce. Seus frutos são bem firmes, crocantes e com bom bloom; calibre médio-grande (2 a 2.5g).

Entre o grupo de variedades de média estação, destaca a Draper, com alta produtividade, concentração de colheita e frutos com grande firmeza e calibres médios.

Fonte: Diario Economía y Negócios / Blueberries Chile


Categoria:

Internacional

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