Notícias Chile: começa a temporada de blueberries

Em torno de 102 mil toneladas está sendo projetada para a temporada, dos quais mil já foram exportadas, apesar de ter começado com atraso.

Segundo Andrés Armstrong, diretor executivo do Comitê de Blueberries do Chile – ASOEX, o volume exportado será similar ao ano passado.

“Estimamos que as exportações de blueberries frescos será muito similar a temporada anterior, que foi bastante alta, já que houve um aumento produtivo, mas também houve fruta que passou do congelado para o fresco devido a situação de preços que havia na categoria de congelados”, indicou Armstrong.

Com relação ao atraso no início, Armstrong explicou que as próximas semanas deverão estar dentro dos tempos normais, estima.

Se para os frescos está projetado 102 mil toneladas, para os congelados se fala entre 35 mil a 40 mil que o país sul americano vai exportar, sendo também um player importante na categoria de blueberries.

Para o Chile, o principal mercado segue sendo os Estados Unidos e Canadá, com 66%, Europa com 22% e Ásia com 12%, para os blueberries frescos, segundo a distribuição da temporada passada.

“Do que vimos até agora, estamos no início da temporada, vamos um pouco mais tarde do que havíamos estimado. As condições climáticas estavam dentro do normal médio histórico”.

Crescimento produtivo e novos mercados

Quanto a renovação de variedades, assinalou que os produtores chilenos buscam aquelas que tenham melhor pós-colheita e também produtividade, já que a qualidade neste negócio são requisitos cada vez mais importantes.

“Tem havido um desenvolvimento produtivo que tem permitido um crescimento em mercados como a Ásia, onde a temporada passada representou 12% de nossas exportações, enquanto que a temporada previa uns 9% e 6 anos atrás foi de 3%”.

Falando de mercados distantes, Armstrong destacou que este mês a Índia estaria recebendo blueberries frescos chilenos. Primeiro com uma autorização especial e em curto prazo com protocolo oficial que se espera estar vigente ainda este ano.

“Índia implica uma série de desafios logísticos, tanto para chegar lá, como a nível distribuição e comercialização interna no país. O varejo não está tão desenvolvido como as cadeias de frio”.

“Há uma série de desafios que teremos que ir trabalhando e os importadores indianos estão se preparando para oferecer as condições adequadas, já que o blueberry requer certo cuidados, que do ponto de vista do consumidor, esteja ótimo e queira repetir a experiência de compra”.

Desenvolvimento do mercado de orgânicos

Por outro lado, informou que desde este ano, o Comitê está monitorando os envios de produção orgânica, categoria que cada vez ganha mais espaço na demanda dos consumidores que preferem este tipo.

“Neste início de exportações, apesar de muito inicial, já exportamos apenas 1%, mostra que 40% do total de exportado é orgânico”.

Segundo explicou Armstrong, o principal mercado para orgânicos está nos Estados Unidos, enquanto o interesse na Europa está cada vez maior e na Ásia ainda é bastante incipiente.

“Nossa exportações de blueberry orgânicos está desenvolvendo tanto no fresco como congelado”.

Finalmente, Andrés Armstrong destacou o início da atividade de promoção de Blueberries do Chile, onde semana passada lançou o primeiro programa na China, e que no ano passado houve grande êxito tanto na Ásia como na Europa e nos Estados Unidos nos trabalhos realizados junto a ProChile.

Fonte: Portal Frutícola


Categoria:

Internacional

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