Notícias Chile: novas variedades de blueberries fora de Ñuble

Uma equipe multidisciplinar de especialistas de diversas instituições, entre elas profissionais da Faculdade de Agronomia da UdeC, desenvolveu um dia de campo em Traiguén, atividade realizada no marco do Programa Tecnológico de Fruticultura na zona Sul, financiada pela Corfo e onde trabalham a Associação de Exportadores de Frutas do Chile, Asoex, através do Comitê de Blueberries, INIA e a Faculdade de Agronomia da Universidade de Concepción.

Na ocasião, o acadêmico do Departamento de Produção Vegetal, Dr. Richard Bastías, junto com o Dr. Arturo Calderón e os engenheiros agrônomos Esteban González e Gustavo Soto, mostraram avanços em um dos projetos do Programa e em uma das unidades piloto que fica em Traiguén, onde foram instaladas novas variedades de blueberries plantadas sob diferentes materiais de cobertura (redes, plásticos, ráfias) na região de La Araucanía, que atualmente é um importante polo de desenvolvimento frutícola no país.

“O positivo é que já temos dois pilotos. Um na zona de Maule e outro na região de La Araucanía e é uma unidade que entregará muitas respostas com as novas plantações de variedades de blueberries – assunto que já foi instalado na indústria pois já se viu que com as variedades antigas não somos capazes de competir nos mercados então é necessário ter novas variedades e agora com esse piloto estamos medindo seu comportamento”, indicou o coordenador do projeto, o professor Richard Bastías.

A outra vantagem de contar com dois pilotos, de acordo com o explicado pelo Dr. Bastías, é que devido a instabilidade climática que existe atualmente é necessário conhecer o modelo produtivo otimizado para estas novas variedades.

“Temos que ver se é necessário ou não manejar estas novas variedades com sistemas de proteção climática, pois não contamos com muitos antecedentes no Chile, inclusive informações sobre qual material se deve usar para cobrir, seja a rede, plástico ou ráfia. Até agora não sabemos qual dos três dará uma melhor resposta e rentabilidade e temos que definir isso”, precisou o especialista da UdeC.

O piloto também tentará resolver as perguntas dos agricultores quanto ao manejo das pragas, fertilização, rega, inclusive o manejo das podas e as doenças que podem ou não gerar com essa nova condição de cultivo. “Queremos sentar as bases tecnológicas para a produção das novas variedades de blueberry na zona sul do país. Por isso vemos implementando unidades pilotos com ensaios de mais de um hectare e onde será monitorado diferentes variáveis, desde as condições micro climáticas, comportamento agronômico, qualidade das colheitas e aspectos fisiológicos da planta, entre outras variáveis”, apontou o Dr. Bastías.

Este Programa Corfo, liderado pela Asoex e co-executa a Faculdade de Agronomia, está sendo desenvolvido de maneira associativa entre diversas entidades de pesquisa do país e com o constante trabalho colaborativo com a indústria, representado pelo Comitê de Blueberry.

Fonte: International Blueberry Organization / La Discusión


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