Notícias Chile: Telemetria – a nova aposta para melhorar a produção

Hoje em dia, os produtores de blueberries enfrentam problemas que muitas vezes não tem solução rápida e direta, e que provocam perdas importantes na produção. As precipitações em plena colheita, as geadas, as greves portuárias, a aparição de pragas (como a Lobesia botrana) e as restrições impostas pelos Estados Unidos para as exportações, tem causado grande dor de cabeça a muitos agricultores.

Apesar dessas dificuldades, o Chile segue sendo o primeiro exportador de blueberries da América Latina. Por essa razão, um grupo de especialistas da Universidade do Chile, com o apoio do Governo Regional de O’Higgins, está desenvolvendo o projeto “Transferência, inovação e otimização de irrigação em blueberries”, que busca aumentar a eficiência do uso dos recursos hídrico e energético para melhorar a produção dessa fruta.

Saber quando regar em tempo real

Os especialistas que lideram esta iniciativa estão realizando pesquisas em campo, nas províncias de Colchagua e Cardenal Caro, onde foram instalados sondas com telemetria para avaliar e estudar a irrigação. “Temos a meta de reduzir cerca de 25% do volume de água que se utiliza na irrigação, o que dará uma vantagem competitiva aos agricultores, pois com essa água eles poderão regar uma plantação mais extensa”, afirma Helen Osorio, profissional do projeto.

“Para conseguir isso, instalamos esses modernos sensores que permitirão medir a quantidade de água em tempo real e assim saber quando e quanto regar sem a necessidade dos produtores saírem de seus escritórios”, comenta a engenheira agrônoma.

As sondas eletromagnéticas permitirão aos agricultores que tenham um controle completo da irrigação em seus campos, e através da telemetria poderão ver, sem sair de casa, o estado da irrigação de água nos solos. Além disso, o projeto conta com o apoio de um grupo de profissionais que estão capacitando os produtores para o uso eficiente desta ferramenta.

Felipe Morales é um administrador que trabalha no campo de um dos beneficiários deste projeto e comenta que: “Isso ajudará para que haja um menor gasto energético e, ao mesmo tempo, um menor gasto de água, pois você estará dando à planta somente o que ela realmente necessita. A sonda pode identificar quando é o momento preciso para repor a água. É muito útil, pois antes regávamos à olho”.

Morales agrega que isso também ajudará a fertilização, já que “os dados servem também para ver quando a planta está absorvendo a água, assim, sabemos em que momento está assimilando os nutrientes, em que setores das raízes e onde há mais absorção”, assegura.

Fonte: El Rancaguino


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