Notícias Colômbia também de olho nos blueberries!

Chile, Argentina e Peru podem ser os grandes os grandes nomes na exportação de blueberries, mas agora uma empresa colombiana espera levar a modesta indústria do país ao próximo nível.

Colberries Agronegócios vem importando mudas do Chile nos últimos oito anos, e eles acreditam que a Colômbia poderá um dia se tornar um importante player no mercado global.

“Somos pioneiros aqui na Colômbia, junto com uma outra empresa que também importa plantas, mas dos EUA. E todo esse tempo vimos importando do Chile”, disse o gerente comercial da Colberries, Luis Felipe Lasso.

“Nós não vendemos as mudas, mas integramos à projetos de produção”.

Lasso queria, a princípio, importar as mudas da Argentina, mas não foi possível, pois o país ainda não tem os protocolos de exportação. Ele disse que somente o Chile e os Estados Unidos podem vender plantas para Colômbia, ainda que sob uma regulação estrita. “Essas duas empresas são as únicas hoje em dia que cumprem as exigências estabelecidas pela ICA [Instituto Colombiano de Agricultura]”, ele disse.

“Por exemplo, temos uma unidade para avaliar a muda do blueberry, onde estudamos as diferentes variedades, substratos, solos e áreas que são propícias para a cultivação dessas berries na Colômbia”.

Cinco variedades estão sendo importadas até agora, das quais duas estão crescendo extensivamente no continente: Biloxi e Legacy.

“Fizemos alguns testes com a Duke, mas foi terrível – das 5000 mudas importadas, nenhuma conseguiu vingar. Também recebemos plantas da variedade Misty, que é dos EUA, mas ainda não conseguimos avaliar os resultados”.

Lasso acredita que a Colômbia possui condições climáticas “excelentes” para crescer a fruta, e afirma que pode até mesmo ser produzida durante todo o ano.

“Temos tantos microclimas aqui que só precisamos selecionar a variedade que melhor adapta as condições. É por essa razão que nossas unidades de avaliação são tão importantes”, ele disse.

A maioria das plantações estão nas regiões de Cundinamarca e Boyacá, mas alguns testes estão sendo feitos em Antioquia.

O número de hectares é baixo, pois a indústria está apenas começando – Lasso estima que não mais do que 50 hectares estão sendo plantados, e a maioria tem menos de 6 meses.

“Muitas mudas têm entrado no país, suficiente para 100 hectares, mas muitas morreram por diferentes razões, como o projeto não ter sido desenvolvido de maneira apropriada, o solo não foi preparado o suficiente, etc.”, ele disse.

Embora ele tenha dito que inicialmente a produção seria destinada ao mercado local, houve uma empresa, Ocati, que já estava exportando para os EUA.

Ele também acredita que a Colômbia vai ver em breve um impulso na sua produção.

“Nós acreditamos que em três anos vamos ver um grande desenvolvimento em termos de produção. E isso é devido ao interesse tanto do produtor local quanto de investidores estrangeiros, assim, estamos pensando em estabelecer nosso próprio laboratório de propagação de mudas, visto que nosso maior problemas é a baixa disponibilidade de mudas”, ele explica.

Embora a empresa tenha testado até agora apenas mudas importadas do Chile, Lasso disse que espera testar novos fornecedores dos EUA e Argentina.

Ele espera que até o final desse ano, ou começo de 2017, os protocolos estarão estabelecidos permitindo que mudas argentinas sejam importadas.

“Uma outra opção são os EUA, e de fato, atualmente a maioria das mudas na Colômbia veem da Fall Creek Fram & Nursery”, ele disse.

Fonte: InternationalBlueberry.org


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