Notícias Nova variedade de blueberry para colheita com máquinas

Em uma sessão educacional na Conferência de Frutas e Verduras da Região Sudeste em Janeiro, na Universidade da Flórida (UF), o professor assistente para reprodução e genômica de Blueberry, Patrício Muñoz, mostrou uma lista de variedades de blueberry que a universidade lançou nos últimos anos.

As 21 variedades possuem diferentes características, mas uma dos últimos lançamentos é diferente dos seus predecessores.

Optimus, lançado em 2017, é a primeira variedade desenvolvida pela UF para colheita com máquinas. O nome dessa nova variedade é uma referencia ao Optimus Prime, um robô do filme Transformes.

Optimus e dois outros lançamentos de 2017, Wayne e Magnus, foram patenteados, e estão a poucos anos de serem comercializados. As licenças estarão disponíveis em 2018 nos viveiros da Flórida.

Wayne e Magnus foram nomeados devido aos ex-reprodutores de blueberries da UF, Wayne Sherman e Paul Magnus Lyrene.

A vantagem dos blueberries que podem ser colhidos mecanicamente é que eles podem ajudar os produtores americanos que atualmente são dependentes de mão de obra durante a colheita. Muñoz antecipa grandes economias para os produtores.

“Entendo muito bem que lucratividade é o que importa para o produtores”, ele disse durante a apresentação.

Os produtores de blueberry da Flórida vem tendo voz sobre a competição com os produtores do México durante a janela de marketing da primavera.

“O México tem muitas vantagens com o custo de mão de obra mais baixo e clima mais padronizado, o que coloca os produtores da Flórida em desvantagem”, escreveram os representantes da Associação de Produtores de Blueberry da Flórida em uma carta submetida a público nas negociações da NAFTA com o México e Canadá.

O Optimus foi desenvolvido para a colheita mecânica onde a fruta é capaz de suportar a queda do arbusto até a bandeja da máquina. Ela é excepcionalmente firme, mas não crocante, disse Muñoz.

“Eu realmente gostei”, ele disse. “Ele meio que estoura na boca. É suculento”.

Mas reproduzir melhores berries não é simples, e Muñoz disse que ainda há muito trabalho pela frente.

Há muitas peculiaridades que são importantes para a colheita com máquinas”, disse Muñoz. “É difícil de alinhá-los”.

Os reprodutores de blueberry esperam conseguir um número de diferentes peculiaridades:

  • Força de fixação da fruta madura – o que os reprodutores desejam é uma fixação fraca de berries maduras no arbusto, e uma fixação forte para aquelas que ainda não amadureceram. Um diferencial grande na força de fixação poderia permitir que as berries verdes fiquem no arbusto.
  • Comprimento da haste da fruta – frutas com hastes longas são desejáveis pois assim as berries não ficam grudadas uma nas outras e assim cada berry cai independentemente.
  • Arquitetura do arbusto – “Um cone aberto, basicamente, é o que gostamos”, Muñoz disse. A estrutura cônica permite que a máquina alcance melhor as berries.
  • Qualidade de cicatrização – cicatrizes pequenas e secas causadas pela colheita será menos susceptível a doenças.
  • Amadurecimento uniforme – “idealmente, quanto mais concentrado elas estão, melhor”.
  • Firmeza – as berries devem ser resistentes as caídas verticais e outras irregularidades esperadas na colheita com máquinas.

Muñoz disse que enquanto a UF continua seu trabalho com novas variedades, as máquinas também devem ser melhoradas. Observar uma colhedora mecânica atirar berries por todo o lado o faz estremecer.

“Sofri quando vi as frutas saltando por todo o lado na máquina. Precisamos melhorar a tecnologia que estamos usando”, Muñoz disse. “Esperamos que ela já esteja a caminho pois as frutas estão sofrendo”.

Fonte: Fruit Growers News


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