Notícias Técnicas para evitar a maturação do blueberry na exportação

De todas as frutas produzidas em países como Chile, por exemplo, o blueberry é um dos mais delicados em sua colheita e pós-colheita, pois é uma fruta climatérica, ou seja, é mais susceptível à desidratação, podridão e danos no manuseio. Portanto, a tecnologia desempenha um papel fundamental na sua manutenção durante a exportação.

Para garantir a qualidade da fruta, é necessário ter um cuidado especial para preservar suas propriedades, como controlar as diferentes faixas de temperatura e de atmosfera, ter cuidado na colheita e controle de diferentes variedades até chegar a consolidação de carga e posterior carregamento no contêiner.

Em primeiro lugar, é fundamental a colheita manual da fruta nos campos e no processo de embalagem para manter a qualidade do blueberry, além disso, é recomendado que durante a colheita não exponha a fruta ao sol, terá que utilizar algum material que gere sombra durante a transferência até o local para ser embalado.

Nesse sentido, o gerenciamento da temperatura desde a pós-colheita tornou-se primordial neste tipo de mercadoria, onde os tempos de colheita até o carregamento da unidade são de apenas horas. A baixa de temperatura representa 80% da cadeia de frio. Esta administração influencia diretamente a respiração do blueberry e sua passagem para a carga do container, período que praticamente representa 85% da vida útil do blueberry durante seu transporte aos mercados”.

O blueberry tem uma vida de cerca de 55 dias que representa o PSL (Pratical Shelf Life), e combina com os diferentes tempos de trânsito para diferentes mercados e tipos de tecnologia em contêineres refrigerados.

Para aumentar o tempo de conservação, é recomendado que os blueberries sejam transferidos em contêineres refrigerado de temperatura controlada, tecnologia que proporciona um nível adequado de gases, retardando o processo de respiração durante o transporte marítimo. Este sistema regula continuamente a temperatura, a umidade e os níveis corretos de oxigénio (O2), dióxido de carbono (CO2) e de nitrogênio (N2) no contêiner refrigerado, proporcionando uma vida útil longa do produto e gerando menos resíduos.

No mercado existem diversas tecnologias de temperatura controlada que ajudam a retardar o amadurecimento da fruta mediante a níveis elevados de CO2 que chegam até 6% e baixos níveis de O2, inibindo a produção de etileno. E para as espécies sensíveis, tais como os blueberries que requerem uma porcentagem mais elevada de dióxido de carbono, existem ferramentas que têm uma membrana de gases ativos, que suporta os níveis de até 18% de CO2. Esta tecnologia permite o produtor tomar medidas com relação ao controle de fungos e podridão, sabor e amolecimento, garantindo ótima qualidade dos blueberries.

Além disso, hoje existem ferramentas inovadoras que dão aos exportadores a capacidade de monitorar a temperatura, níveis de gases e localização da carga durante a viagem em tempo real a partir de um computador ou celular, evitando surpresas na chegada do produto.

O Chile é o segundo maior produtor de blueberries a nível mundial e este ano já superou amplamente as 6.200 toneladas que tinham sido projetadas, segundo dados da Comissão Chilena de Blueberry.

“Alguns dos principais destinos desta fruta estão distantes, como os Estados Unidos, Holanda e Inglaterra. Portanto, outro fator relevante é o tempo de trânsito uma vez que, por exemplo, o trajeto por via marítima dura pelo menos 23 dias até Rotterdam. Assim, recomenda-se exportar com tempos de trânsito competitivos e também manter a temperatura da carga entre -0,5 a 0,5 graus Celsius para preservar as condições do blueberry adequadas e garantir um produto de qualidade no exterior”.

Por Andrea Albarrán, Fresh Cargo Manager, Maersk Line Chile

Fonte: Portal Frutícola


Categoria:

Internacional

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